mai 18

Excesso de peso favorece o ronco e problemas como apneia do sono

Deu no jornal – Bem Estar

Gordura corporal comprime a garganta e torna a respiração mais difícil.
Saiba quais são os grupos de risco, sintomas e tratamentos do distúrbio.

Controlar o peso pode ser fundamental não só para evitar problemas como colesterol alto e diabetes, mas também para não roncar.

Isso porque o excesso de gordura corporal aumenta também os músculos da língua e o volume ao redor da traqueia, comprimindo a garganta e tornando a respiração mais difícil, principalmente durante o sono, quando o corpo está relaxado e o estímulo do cérebro para respirar diminui.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halperne a pneumologista Lia Bittencourt, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a maioria dos pacientes com apneia tem a garganta (faringe) estreitada e com um formato mais arredondado, devido ao acúmulo de gordura na região e à posição da mandíbula e do maxilar, que se projetam para trás.

Quando a respiração é interrompida, a pessoa desperta – sem necessariamente recuperar a consciência e abrir os olhos.

As pausas respiratórias costumam demorar mais de 10 segundos e são consideradas anormais quando ultrapassam a frequência de cinco por hora.

O músculo da garganta também fica mais flácido com o envelhecimento, o consumo excessivo de álcool, o fumo, o sedentarismo e o uso de remédios sedativos. Para evitar o problema durante à noite, dormir de lado e de bruços ajuda.

Para o tratamento, existem dois aparelhos de pressão que são colocados nas vias aéreas, por meio de uma máscara: o CPAP e o Bipap. O primeiro joga ar em alta velocidade para desobstruir a garganta e ajudar o ar entrar com o mesmo nível de pressão na inspiração e na expiração.

No Bipap, a pressão de ar na inspiração é maior do que na expiração. Essa diferença facilita o movimento do tórax e ventila mais o indivíduo. O Bipap é indicado para casos mais graves e quando há outras doenças associadas, como bronquite crônica, obesidade grave e doenças neuromusculares.

Outros sintomas da apneia
- Sono agitado
- Aumento da micção de madrugada
- Sonolência excessiva durante o dia
- Alterações na memória e no raciocínio
- Impotência sexual

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mai 17

Crises respiratórias nos dias frios

Fonte: Bem Estar Por Marcela Eyer

 

Quando se trata de crianças, épocas fria é quase que invariavelmente, é sinônimo de problemas respiratórios. Coordenadora da emergência do Prontobaby – Hospital da Criança, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, a pediatra Carla Reis Lucas está acostumada a uma rotina que inclui cerca de seis mil atendimentos por mês, número que tende a crescer 50% para as doenças respiratórias.
No cenário de congestão nasal, tosses, espirros e bronquite, por exemplo, o nebulizador é personagem certo. Feito o diagnóstico e o primeiro atendimento, muitos pais são orientados a continuar a nebulização em casa. É quando surgem dúvidas e receios.
Os principais dizem respeito ao uso do medicamento broncodilatador e a ocorrência de efeitos colaterais, como a taquicardia – conta Carla Reis. A médica explica que o objetivo da nebulização é dilatar os brônquios, tubos que levam ar aos pulmões e que ficam obstruídos em decorrência da inflamação por processos alérgicos. Esse efeito pode ser obtido pela inalação de aerosol produzido pelo nebulizador, resultado da mistura de diluente (soro fisiológico) com medicamento que tem a função de dilatar os brônquios, facilitar a respiração e promover a expectoração.Para orientar os pais, a coordenadora da emergência do Prontobaby elaborou algumas dicas:

1. Taquicardia – os medicamentos mais utilizados para nebulização são à base de broncodilatadores que promovem uma leve taquicardia – aceleração dos batimentos do coração. Esse efeito colateral é necessário para aumentar o fluxo sanguíneo no pulmão e promover o alívio esperado.

2. Indicação – é comum os pais terem nebulizadores e não há qualquer problema quanto ao seu uso em casa, com o objetivo de promover alívio no quadro de dificuldade respiratória provocada por distúrbios alérgico diagnosticados pelo médico. Entretanto, a consulta ao pediatra é fundamental para o acompanhamento e orientação do tratamento.

3. Dosagem – os pais devem seguir a dosagem e a freqüência prescrita. Mesmo no quadro de obstrução severa a dosagem de medicamento e a freqüência da nebulização não devem ser aumentadas sem o conhecimento do médico. Respeitada a orientação, a nebulização não representa qualquer risco.

4. Tempo de ação – o alívio com a melhora da condição respiratória depende da severidade do quadro, o que pode requerer uma freqüência maior ou menor de nebulização.

5. Intolerância à máscara – algumas crianças ficam irritadas com a máscara utilizada para a inspiração do aerosol e com o tempo prolongado. Nestes casos existe a opção da administração do medicamento spray (“bombinhas”) ou por via oral (xarope), este último menos eficaz nos casos agudos ou mais graves.

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mai 16

Alergia ao glúten associada a doenças psiquiátricas

Fonte: Revista Pais e Filhos

Os bebês cujas mães apresentam sensibilidade ao glúten têm um maior risco de vir desenvolver doenças psiquiátricas como a esquizofrenia, sugere um estudo publicado na revista The American Journal of Psychiatry
“A exposição a determinadas substâncias antes, durante e após o nascimento podem ajudar a pré-programar a nossa saúde na vida adulta”, refere, em comunicado, um dos autores do estudo, Robert Yolken. “O nosso estudo – destaca – é um exemplo ilustrativo disto mesmo, sugerindo que a sensibilidade a determinados alimentos antes do nascimento pode ser um fator catalisador para o desenvolvimento da esquizofrenia.
“A nossa investigação não só chama a atenção para a importância da alimentação durante a gravidez e dos seus potenciais efeitos na saúde dos bebês, como sugere uma forma barata e fácil de reduzir o risco se conseguirmos mais provas de que a sensibilidade ao glúten exacerba ou conduz ao um maior risco de esquizofrenia”, conclui Håkan Karlsson.
As infeções e outras doenças inflamatórias que ocorrem durante a gravidez já tinham sido associadas a um maior risco de esquizofrenia dos filhos mas, de acordo com os autores do estudo, esta é a primeira investigação que estabelece a relação entre a sensibilidade alimentar da mãe e o desenvolvimento de doenças psiquiátricas no filho.

mai 15

Reações a inseticidas podem ser piores que as picadas de insetos

Repelentes de tomada devem ficar a dois metros de distância da cama

No outono, os dias de chuva aumentam, a umidade aumenta e começa a invasão de mosquitos, formigas e baratas. Para evitar um eventual ataque, os inseticidas são uma proteção bastante usada, mas, como esses produtos são tóxicos, merecem todo o cuidado possível, é o que afirma o toxicologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Wong explica que os inseticidas devem ser colocados próximo à porta do quarto, a cerca de 2,5 ou 3 metros de distância da cama. A janela deve estar fechada ou protegida por uma tela. Algumas pessoas apresentam reações como espirro, dor de cabeça e alergia, o que pode se tornar ainda pior que a picada do inseto. Por isso, é importante ler o rótulo antes de aplicar o inseticida. Alguns, porém, não especificam por quanto tempo se deve espalhar o produto e, como o incômodo é grande, a maioria da população acaba exagerando.

O recomendado, segundo a especialista em vigilância sanitária do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Silvia Vignola, é pulverizar o spray por cinco segundos e só voltar a entrar no ambiente depois de 15 a 20 minutos. Na cozinha, esse tipo de produto não deve ser utilizado, pois pode contaminar os alimentos. Em caso de intoxicação, o indivíduo deve levar o inseticida ao hospital para ajudar no atendimento.

A precaução deve ser maior com as opções inodoras ou de cheiro agradável, que fazem o consumidor aplicá-las sem perceber a quantidade. Novidades como o inseticida automático, que libera substâncias ao longo do dia e fica preso à parede, exige ainda mais atenção: não pode ser instalado a menos de dois metros de altura.

A dona de casa Maria de Lourdes usa uma tela removível em vez de inseticida e afirma que a alternativa é mais acessível e funciona durante anos. Já no caso do controle doméstico de baratas, as iscas com veneno têm um nível de segurança maior.

Para quem prefere o repelente elétrico, deve colocar o equipamento a uma distância de cerca de dois metros da cabeceira da cama. O local também deve ser ventilado, para evitar a inalação de compostos químicos. Crianças, idosos, grávidas e asmáticos são os grupos mais sensíveis a tóxicos, por isso todo cuidado é pouco. É necessário que inseticidas como os de tomada também fiquem longe dos menores de idade.

O hábito de jogar inseticida líquido no ralo para matar os bichos pode atingir rios e o meio ambiente. Para quem quer algo mais natural, a sugestão é a citronela, recomendada para usar dentro de casa. Às vezes, ela não é eficaz porque os mosquitos – principalmente os das cidades – se tornaram muito resistentes.

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mai 14

Contato com a natureza diminui predisposição para alergias, diz estudo

Fonte: Revista Exame

Pesquisa mostra que em áreas verdes existem bactérias que ajudam a fortalecer o sistema imunológico. Quem mora em centros muito urbanizados está mais susceptível a doenças

São Paulo – Se você acha que a cidade onde mora está te deixando doente, um novo estudo, realizado por cientistas finlandeses, pode ter a explicação para esse mal-estar. Eles descobriram que a falta de contato com a natureza torna as pessoas mais susceptíveis a desenvolver asmas e alergias.

O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), indica que em espaços verdes existem uma série de bactérias e microorganismos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico dos seres humanos. Crianças e adultos que moram em regiões muito urbanizadas, carentes de um meio ambiente com vitalidade, teriam predisposição maior a desenvolver doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, ao passo que os moradores rurais estariam mais protegidos.

Foi identificado na pele de quem mora no campo um tipo de bactéria pertencente ao grupo Gammaproteobacteria, comumente encontrado no solo, que tem sido associado à preesença em níveis mais elevados de um agente anti-inflamatório no sangue dos participantes “saudáveis”. Os pesquisadores estudam a hipóetese de que essas bactérias possam se responsáveis por fortalecer o sistema imunológico dos moradores de áreas rurais.

Remédio natural

Além de prevenir asmas e alergias, o contato com a natureza e seus microorganismo pode ainda afastar outras doença, como diabetes tipo 1 e até mesmo depressão, dizem os cientistas. Eles destacam, no entanto, que a falta de contato com a biodiversidade do meio ambiente não é o único fator decisivo para o desenvolvimento ou não de problemas de sáude, embora contribua para tanto.

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